sexta-feira, 24 de agosto de 2012



AINDA HÁ JUÍZES EM BRASILIA
Autor: Sílvio Caldas (jsc-2@uol.com.br)

A frase é um plágio. Conta que no século XVIII o Rei Frederico o Grande, da Prússia, desejou construir um palácio justamente em terras de um moleiro.

Instado a ceder a propriedade, o moleiro recusou-se em atender ao pedido real, informando que ali, naquelas terras, nasceram seus pais e avós, o que lhe trazia grandes e afetivas recordações. Portanto, as terras não estavam à venda.

Frederico II, pasmo com a ousadia do pobre moleiro lembrou-lhe pessoalmente que na qualidade de Rei bem poderia desapropriar a propriedade, embora pagando um justo preço.

Ao que o moleiro respondeu: “Como se não houvessem juizes em Berlim!”

A resposta atrevida, mas desconcertante foi bastante para que o rei respeitasse a vontade do pobre moleiro.

Não sei em que terminará o julgamento do famigerado Mensalão. Pode até terminar em pizza, pouco importa.

Uma coisa porém é certa. Pela primeira parte do relatório desenvolvido ontem pelo Ministro Levandowsky, Revisor do volumoso processo, tudo nos leva a acreditar, parafraseando o moleiro de “Sans souci” que ainda há juizes em Brasília.

Para possíveis surpresas aos Tomaz Bastos da vida.

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