sábado, 21 de outubro de 2017

ANRL - H O J E


Academia Norte Riograndense de Letras <academianrl@gmail.com>


Caros Confrades
Segue o  release da Noite dos Multiplicadores.
Lembramos que tem a posse  Solene de Sócio de Honra do Jornalista  Gaudêncio Torquato.
Leide Câmara
secretária geral
NOITE DOS MULTIPLICADORES

         A Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL), fiel à sua missão de aglutinar talentos dedicados as grandes causas do espírito humano, promoverá a “Noite dos Multiplicadores” no próximo sábado, 21 de outubro, a partir das 19h30, em sua sede (Rua Mipibu, 443, Petrópolis). Na ocasião, será conferido o troféu Mecenas Potiguar e o Título de Benemérito às seguintes personalidades: Flávio Rocha, João Claudino, Marcelo Alecrim e Pedro Alcântara. Os homenageados são empresários dignos de distinção e memória. Serão saudados pelo jornalista Gaudêncio Torquato, Sócio de Honra da Academia. Completando o evento, apresentação do Conjunto de Cordas da cidade de Luís Gomes e da Banda de Música da Polícia Militar.

        Há pessoas que nascem com a vocação para multiplicar. Valorizam a competência e dedicação, utilizando em seus empreendimentos a meritocracia. Infelizmente, no Brasil, não há uma cultura da filantropia, do mecenato. Tudo começou com Caio Mecenas, que viveu há dois mil anos e assessorou o Imperador Augusto. Por sua ação, floresceram as artes e a literatura em Roma. Dentre os beneficiários, situam-se Virgílio, Horácio, Ovídio e Tito Lívio. O seu nome virou qualificação. No Brasil, D. Pedro II foi um mecenas das ciências e das artes. Em nosso Rio Grande, são enaltecidos Alberto Maranhão, no setor público, e Juvino Barreto, na iniciativa privada.

OS HOMENAGEADOS

        João Claudino Fernandes nasceu em Luís Gomes, no extremo oeste do Estado, fronteira com o Ceará e a Paraíba. Em sua cidade e na vizinha Uiraúna, criou e mantém duas fundações que promovem a cultura, a inclusão social e a ascensão coletiva. Graças ao seu empenho, um conjunto de cordas, formada por adolescentes de 12 a 18 anos, já se apresentou no Canadá e na Finlândia. Produz também a “Revista de Cultura”. Diretor-Presidente de Claudino S.A. - Lojas de Departamentos, com sede em Teresina-PI, com nome fantasia Armazém Paraíba, constituída por uma rede com mais de 195 lojas nos Estados do Piauí, Maranhão, Bahia, Pernambuco, Ceará e Tocantins.

        O pernambucano Flávio Gurgel Rocha nasceu em Recife, em 1958. Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, é um dos diretores da empresa da família, a Guararapes, um dos 50 maiores grupos privados do país. Foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte entre 1987 e 1995. Sua família é proprietária do Shopping Midway Mall.

       Marcelo Alecrim, 51 anos, atua no setor de combustíveis há 33 anos. Ele é sócio-proprietário e presidente da ALE Combustíveis, 4ª maior distribuidora de combustível do Brasil segundo a “Revista  Exame”. Natural de Natal, cursou administração na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e fundou a Satélite Distribuidora de Petróleo em 1996, empresa que dez anos depois se uniu à empresa mineira ALE Combustíveis, criando a AleSat Combustíveis.

      Pedro Alcântara Rego Lima é presidente do Grupo Três Corações (Café Santa Clara), empresa fundada por seu pai, João Alves de Lima, na década de 50, e que hoje se tornou a maior empresa de café do Brasil, espalhada por mais de cem mil pontos de venda por todo pais. Em 1988, ele trouxe para Mossoró a primeira filial do Café Santa Clara, firmando assim uma parceria de sucesso.

CONVIDADO ESPECIAL

        Gaudêncio Torquato fará a saudação aos homenageados. Ele foi repórter, redator e editor nos principais veículos impressos brasileiros. Por mais de duas décadas escreveu, sempre aos domingos, para o jornal “O Estado de S. Paulo”. Agora, semanalmente, seus artigos são publicados no Blog do Noblat, do jornal “O Globo Online”, e em mais vinte periódicos pelo País. Além disso, assina a coluna “Porandubas Políticas”, do site “Migalhas”, especializado em notícias jurídicas. Equilibrando humor, contos da política regional e pitadas de acidez, noticia e analisa os bastidores da política nacional. 

NOITE DOS MULTIPLICADORES

Data: 21 de outubro, a partir das 19h30
Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL)
Endereço: Rua Mipibu, 443, Petrópolis.
Outras informações:
Antonio Nahud (84) 3216-2300

--
Abraços,

*´¨)
¸.·´¸.·*´¨) ¸.·*¨)
(¸.·´ (¸.·` *ANTONIO NAHUD
Acesse o meu site:
www.ofalcaomaltes.blogspot.com


A NOITE DE HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAÚJO




Foi uma noite atípica - problema na energia elétrica deixou a Academia parcialmente às escuras. Contudo, a invocação do lema AD LUCEM VERSUS efetivamente trouxe a luz interior para os numerosos parentes, amigos e intelectuais, que apreciaram duas alocuções de alto estilo - a saudação do Acadêmico VICENTE SEREJO e o discurso de posse do novo imortal.


Abertura dos trabalhos pelo Presidente Diogenes da Cunha Lima, com a presença da Secretária Leide Câmara e o empossando
 Alguns dos Acadêmicos presentes

 Recebendo as vestes talares
 Foto parcial da plateia
 Discurso de saudação do Acadêmico Vicente Serejo
 Momento do juramento e recebimento do diploma
Discurso do novo Acadêmico, efusivamente aplaudido.

Momento emocional - o abraço da mãe do novo imortal.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017





ONTEM, DIA 19
______________________________________

A VERNISSAGE dos quadros de NEWTON NAVARRO, gentilmente cedida pelo escritório HOLANDA ADVOGADOS transformou-se num evento concorrido e bastante apreciado.


 Abertura pelo Presidente do IHGRN, com brilhante apresentação do artista Newton Navarro pelo Acadêmico Iaperi Araújo e a presença do Deputado Estadual Ermano Morais
 Mesa Diretora dos Trabalhos
 Acadêmicos da ANRL Lívio Oliveira e Carlos Gomes
 Vista parcial da plateia, notando-se a presença dos membros do escritório HOLANDA ADVOGADOS.

 Em destaque na foto: Carlos Gomes, Jurandyr Navarro, Gustavo Sobral e Guga


Visitação ao acervo


No Largo Vicente de Lemos: Armando, Joventina e Cícero Macedo
 Presença do jornalista Nelson Freire. Registre-se, mesmo fora da foto, a presença do consagrado artista plástico Ery Medeiros, que na mesma data estava promovendo a Exposição "Sonho da Nação", patrocinado pelo Grupo Neoenergia.
 Três pesquisadores de peso: João Feliz, Ormuz Simonetti e Gustavo Sobral
 Abrilhantando a festa: Nelson Freire, Cícero Macedo, Armando Holanda, Ormuz Simonetti, Geisa Simonetti e Joventina Simões
Carlos Gomes e o marco de Touros
Therezinha Rosso entre duas relíquias do IHGRN
 (a primeira pia batismal de Natal e o marco de Touros).

__________________________________________

H O J E

quarta-feira, 18 de outubro de 2017



Eventos Assessoria <eventusbr@yahoo.com.br>

O PATROCINADOR PRIVADO, PARCEIRO NO UNIVERSO CULTURAL
O investimento privado em cultura, feito via leis de incentivo fiscal, é um caminho de excelência adotado como iniciativa para o fomento às atividades culturais, contemplando o setor cultural e a sociedade civíl (gestores, produtores, organizações, coletivos). Neste sentido,  ainda se mostra ideal para ampliarmos as possibilidades de investimento privado em cultura e para repensarmos o principal modelo vigente, dado que há um leque de alternativas muitas vezes desconhecidas ou subaproveitadas, que cada vez mais aumentam com a inovação e experimentação de novas parcerias e modelos de mobilização/aplicação  de recursos e execução de projetos.

Nesse sentido, além de buscamos ampliar o conceito de cultura,  diversidades culturais e multiculturalidade, consolidando os novos modelos de investimento privado em cultura, objetivamos ampliar a atuação das empresas e dos profissionais envolvidos nesta área, fomentando o reordenamento de suas ações, buscando realizar o melhor projeto obtendo melhores ganhos, cumprindo propósito de criar novas oportunidades de fomento nas atividades artísticas e culturais, na perspectiva da consolidação dos ciclos artístico-culturais e do fortalecimento dos elos das cadeias criativas e produtivas da cultura, propiciando a circulação e fruição de benefícios decorrentes de ações afirmativas.
Assim, os que trabalham com responsabilidade social em empresas, áreas de marketing, agências de publicidade e comunicação social,  gestores/as e produtores/as culturais independentes ou de empresas, organizações e coletivos que atuam com projetos, programas ou políticas socioculturais ou vinculados à cultura,.e  se dispõem a repensar os modelos de investimento em cultura, inovando na forma de pensar responsabilidade social corporativa, patrocínio e comunicação, reconhecem a importância e as vantagens da aplicação e dedução de recursos através das leis de incentivo à cultura, carecendo, ainda, de aprimoramentos.
                                (Francisco Alves da Costa Sobrinho)                                                                      

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Instituto Histórico e Geográfico do RN <ihgrn.diretoria@uol.com.br>

Caro Confrade, 

Convidamos todos para a Vernissage da exposição de telas de Newton Navarro, pertencentes ao acervo de "Holanda Advogados", com curadoria de Maria Simões, que ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 19/11, às 18 horas, na sala de exposição Dorian Gray Caldas, deste Instituto. Na oportunidade, haverá o lançamento da Revista do IHGRN, número 95, Edição comemorativa aos 150 anos de Manoel Dantas, que será vendida à importância de R$ 30,00
(trinta reais).

Aguardamos o seu comparecimento,

A DIRETORIA

segunda-feira, 16 de outubro de 2017



 O STF E O ENSINO RELIGIOSO
PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO

Há dias, a mídia divulgou com destaque a decisão do Supremo Tribunal Federal, aprovando a oferta do ensino religioso confessional nas escolas públicas. Percebe-se, na argumentação daqueles que votaram favoravelmente, a clara distinção entre laicidade e laicismo. É próprio de um estado laico não adotar credos, mas não poderá ignorá-los, tampouco rejeitá-los. A estes conceitos já nos reportamos em artigos anteriores. 
Sociólogos, filósofos e teólogos concluem que a ignorância religiosa é um mal dos tempos atuais. Pode não parecer, pois seus efeitos não são imediatos. Entretanto, parte da crise, que abala a nação brasileira, acontece por falta de educação ética e religiosa adequada. Muitos políticos se aproveitam da crença da população para formar suas bases eleitorais. Apoiados num “discurso religioso”, vendem a imagem de bons cidadãos e cristãos comprometidos. São favorecidos pela debilidade teológica dos fiéis. Com argumentos moralistas criam supostos inimigos da fé e atingem a sensibilidade popular. A religião torna-se um malefício, quando usada para controlar a consciência alheia! 
Propagadores do laicismo estatal tentam negar às Igrejas o direito de formar consciências, mas pretendem concedê-lo a outras formas de agremiação social. Por exemplo, quiseram introduzir a ideologia do gênero no Plano Nacional de Educação. Atualmente, voltam-se para a Base Nacional Comum Curricular. Em setembro último, pelo Parecer 14/2017 (ainda não homologado pelo Ministro de Estado), o Conselho Nacional de Educação aprovou a autorização do uso do nome social de crianças e adolescentes nas escolas de educação básica. No entanto, nelas não se permitia aprofundar a fé, elemento constituinte da essência humana. 
O ensino da religião ajuda a compreender cientificamente os sistemas de significação transcendental com seus métodos e linguagens. Isso possibilitará um melhor diálogo e colaboração dos que creem entre si e com ateus ou agnósticos, em prol da unidade e do progresso da pátria. Permitirá também que pessoas não sejam manipuladas por líderes inescrupulosos. Significa igualmente que deverá pensar, de forma mais analítica, a vida humana e a sociedade. Talvez isso amedronte os dominadores.
Num país de raízes cristãs, como o Brasil, o ensino da religião teria entre seus objetivos primeiramente o combate ao radicalismo, à agressividade e à intransigência, introduzidos e/ou alimentados por certas ideologias. Trata-se de buscar a harmonia da sociedade, com a missão de preparar para o convívio social, a pluralidade, os valores éticos e transcendentes. O radicalismo religioso traz uma visão estreita, desconsidera a dimensão simbólica da fé e alimenta preconceitos com sua abordagem inflexível. O ensino das religiões necessita contemplar diversos métodos: linguístico, histórico, semiótico e hermenêutico. Estes são imprescindíveis para analisar os textos sagrados, desvendando o sentido metafórico e espiritual para a vivência da fé e a consequente aplicação social.
Nosso Estado é laico, mas seu povo é religioso. Apesar de sua laicidade, tem o dever de contribuir para a educação do ser humano histórico e cultural. Por herança e tradição secular, a maioria do povo brasileiro ainda é cristã. A laicidade constitucional não impede o respeito e o desenvolvimento da pessoa humana, que inclui a religiosidade – no caso do Brasil – calcada no Evangelho de Cristo. Ao Estado laico cabe respeitar a pluralidade dos credos e não os destruir, como pretendem alguns. Veem-se atualmente determinadas minorias, querendo impor suas convicções, em detrimento das maiorias. Deve-se indagar sobre o que precisa ser transmitido prioritariamente. Afinal, a religião ainda é ensinada de modo impositivo, gerando embates entre fiéis e incrédulos. É lamentável que, neste momento histórico, alguns cursos superiores de teologia reconhecidos pelo Ministério da Educação tenham sido fechados, não vislumbrando a importância da habilitação acadêmica legal dos futuros docentes. Vale perguntar: A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, os Sistemas de Ensino e as Igrejas estão preparados para o novo desafio?
Também há de se ter em mente que as religiões exercem relevante papel na promoção humana e assistência social. Não se pode negar que onde o Estado brasileiro é um grande ausente, ali estão Igrejas de diferentes denominações, espíritas, maçons, associações de serviços etc., ajudando os mais carentes. Isso é fruto também de uma formação, nascida do ensino religioso, outrora transmitido amplamente neste país.

sábado, 14 de outubro de 2017


O FESTIVAL DE CINEMA DE NATAL
CARLOS DE MIRANDA GOMES, escritor do IHGRN

            A feliz iniciativa do confrade e respeitável jornalista VALÉRIO ANDRADE, frutificou e ganhou, ao longo dos anos, uma marca em nosso Estado.
            Sua iniciativa proporcionou a vinda de grandes expressões do cinema brasileiro e tornou o Festival um ponto importante no calendário de eventos da cidade, com repercussão em todas as unidades da Federação brasileira.
            Hoje é considerado o mais antigo Festival de Cinema do Nordeste e o quarto do Brasil, organizado pelo Círculo de arte do Nordeste, pertencente ao Fórum Nacional dos Festivais.
            Mercê da responsabilidade e competência do seu idealizador, o Festival de Cinema de Natal ganhou apoio institucional de inúmeros organismos do País e a adesão de influentes personalidades do mundo cultural, político e empresarial brasileiro.
            Cada ano vem ampliando os seus objetivos, ganhando nova força, tendo criado prêmios e títulos, hoje ansiosamente cobiçado no universo do cinema, em especial o seu maior troféu “Estrela do Mar”, criação artística do imortal Dorian Gray Caldas, de saudosa memória.

            O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte decidiu apoiar o empreendimento de Cinema e, particularmente, reconheceu o brilhantismo do seu confrade VALÉRIO ANDRADE, detentor da Comenda Cultural Rio Branco, do Governo do Brasil, que orgulha o nosso Rio Grande do Norte.

CANONIZAÇÃO - 14 de outubro



Papa canonizará "mártires brasileiros" e estrangeiros
  • Cerimônia no Vaticano será realizada pelo próprio Francisco


O Vaticano confirmou que o papa Francisco canonizará os 30 "mártires do Rio Grande do Norte" no dia 15 de outubro. A cerimônia será realizada na Praça São Pedro e começará às 10h15 (6h15 no horário de Brasília).
Durante a missa, o Pontífice declarará santos os beatos Ambrósio Francisco Ferro, André de Soveral e Mateus Moreira e seus 27 companheiros, mortos em 1645 em dois ataques em julho e em outubro daquele ano. Todos foram mortos por holandeses calvinistas nos chamados Massacres de Cunhaú e Uruaçu, que aconteceram nas atuais cidades de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, ambas no Rio Grande do Norte.
A notícia da canonização do grupo foi anunciada no dia 3 de abril deste ano pelo Papa.
A história do grupo é contada no livro "Beato Mateus Moreira e seus Companheiros Mártires", do monsenhor Francisco de Assis Pereira.
Nele, o autor relata que no dia 16 de julho de 1645, na então cidade de Cunhaú (em Canguaretama), 69 pessoas foram assassinadas durante uma missa celebrada pelo padre André de Soveral. Já no dia 3 de outubro daquele mesmo ano, outro grupo de católicos foi assassinado durante uma missa em Natal, na capital do estado. De lá, o sacerdote Ambrósio Francisco Ferro foi levado para a cidade de Uruaçu (em São Gonçalo do Amarante) e assassinado junto a outros 80 fiéis.
De acordo com Pereira, todos foram mortos porque os holandeses não aceitavam a prática do catolicismo nas áreas por eles dominadas. Ainda segundo o relato do autor da obra, um dos camponeses mortos, chamado de Mateus Moreira, repetia a frase "Louvado seja o Santíssimo Sacramento" antes de ter seu coração arrancado. Além de Moreira, os 27 leigos que serão canonizados são Antônio Vilela Cid, Antonio Vilela e sua filha (identificada apenas como uma criança do sexo feminino), Estêvão Machado de Miranda e duas filhas (também não identificadas por nome, mas uma delas tinha apenas alguns meses), Manoel Rodrigues de Moura e sua esposa (também não identificada por nome),João Lostau Navarro, José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, João Martins e seus sete companheiros (identificados apenas como um grupo de jovens que se recusaram a lutar pela Holanda contra Portugal), a filha de Francisco Dias - apesar do nome de Francisco não estar entre as vítimas, é provável que ele tenha morrido junto à filha identificada apenas como uma criança -, Antônio Baracho e Domingos de Carvalho.
As causas das mortes dos mártires foram diversas, sendo alguns assassinados por espadas, outros por espancamento e mutilações e alguns tendo sido queimados vivos.
Outros canonizados
No mesmo dia em que canonizará os "mártires do Rio Grande do Norte", o Papa também elevará a santo outros beatos da Igreja Católica.
Os beatos Cristoforo, Antonio e Giovanni, três indígenas mexicanos que viveram nos anos 1500, o padre espanhol Faustino Míguez (1831-1925) e o italiano Angelo d´Acri (1669-1739) também serão canonizados na Praça São Pedro. Com informações da ANSA.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017


A SOMA DE TODOS OS ERROS

Valério Mesquita*

As minhas sensações se revezam depressa. Por mais que me esforce, não consigo me fixar em coisa alguma. Se penso ou sinto algum tema, deduzo que tudo será esquecido e me calculo inútil. Esse prelúdio indefectível talvez chegue a algum lugar. Gostaria de denunciar, por exemplo, aquilo que muitos já fizeram: a deterioração institucional do país que teve quebrados todos os padrões éticos e estéticos. A fragilidade e a inoperância dos poderes se tornaram tão patentes que já se comentam medidas autoritárias. Continuo pensando que é preciso urgentemente humanizar o político brasileiro. Ele mesmo animalizou os seus traços.
Quando me apetece voltar a suplicar às autoridades públicas e privadas a restauração do empório dos Guarapes, onde o pioneiro e gigante desbravador Fabrício Gomes Pedroza ambientou um dos mais avassaladores domínios comerciais de que se tem notícia no estado, recebe-se em troca repetidamente a leniência e a indiferença. Ai eu indago: pra que escrever mais? Pergunto-me se não estou me transformando em esteta contemplativo com uma tendência zen. Mas, continuarei lutando porque não é apenas um impulso da mente nem do corpo. Os “Guarapes” representam para aqueles que o ignoram, o equilíbrio entre a beleza e o passado.
Falar, por exemplo, das poças profundas de sangue que fluidificam a área metropolitana da grande Natal. Nela a juventude continua sendo executada nas ruas pelo cartel das drogas. Sinto que falecem os dons que me ligam a Macaíba, hoje, tão irreconhecível a ponto de não me rever mais em suas paredes e praças. A fuga é dormir à distância, debaixo de qualquer céu, como diria o poeta. Minha terra padece de uma enfermidade física, orgânica, urbana, suburbana, sensível, visível, palpável chamada “comércio de droga” que tem escravizado e mutilado suas melhores tradições.
Poderia até discorrer sobre as opiniões e posturas dos políticos potiguares de hoje frente ao processo sucessório estadual de 2018, repleto de incertezas, decepções, melancolia, traição e maldição, que conduzem os personagens e eleitores a becos sem saída. Os efeitos especiais empregados são improvisados. E parece que não há pressa em definir situações. Tudo deve ser queimado subrepticiamente a fogo lento. Tem gente gastando anos luz para compor o arquipélago da obra de chegar ao poder queimando incenso no velório da própria aliança. Na política, sabemos que acidentes e incidentes nunca surpreenderam ninguém. Todos têm rostos e máscaras. Trata-se de uma peça de teatro onde o fascínio é exibido em prosa e gestos fesceninos. Que importa tudo isso, se depois da tempestade todos se unirão novamente para começar tudo de novo? O palco será o mesmo. Só muda a idade.
E o pugilo da saúde pública nos hospitais da capital? Esse merece veemente repulsa. É um libelo à competência dos administradores. A situação deplorável me infunde a convicção de que ninguém mais se comove com a dor humana. O melhor homem é o homem morto. Vivo é desprezível. Doente e pobre, ele fede. Onde deveriam remunerar melhor, paga-se pior e se gasta menos. Hospital público é a antessala da morte iminente porque está desprovido das mínimas condições de higiene e serviços. Denunciar o estado de calamidade não constitui o meu propósito. Mas, apenas, lembrar ao leitor que o ser humano coisificou-se. Deixou de ser carne inteligente. Hospital ¯ lugar de repouso e cura ¯ virou empório do estado, verdadeiro guardador de rebanho, onde o pobre, sem nenhum plano de saúde, tem defeito de circulação do sangue no corpo à alma. Abaixo os privilégios institucionais hoje praticados como intestinais! Tenho dito.


(*) Escritor.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

BLOG DE MOSSORÓ



sexta-feira, 6 de outubro de 2017


Aniversário do ICOP


Foi bastante prestigiada a sessão solene da Câmara Municipal de Mossoró para homenagear os sessenta anos do ICOP - Instituto Cultural do Oeste Potiguar - na manhã de sexta-feira, dia 6 de outubro de 2017. 

      O evento se deu no plenário do legislativo mossoroense e foram homenageados - em memória - com a Medalha do Mérito Cultural Vingt-un Rosado,  os treze intelectuais fundadores e com a Medalha do Mérito Dix-sept Rosado, os seis ex-presidentes do ICOP, além do prefeito à época da fundação desta instituição, Joaquim Felício de Moura, o Quinca Moura. 

      O Presidente do ICOP, professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes, agradeceu aos vereadores, especialmente à presidente Izabel Montenegro e ao vereador Francisco Carlos pela excelente homenagem prestada a cultura mossoroense.
      Fazendo uso da palavra, o presidente do ICOP disse: "As instituições culturais mossoroenses, agora contam com uma importante parceira para os eventos culturais, que é a Câmara de Vereadores ". 

       O ICOP concedeu o diploma de Sócio Honorário aos vereadores Izabel Montenegro e Francisco Carlos, por suas atuações e pleitos na área da cultura.
      Presentes ao evento, a ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, o reitor da UERN, Pedro Fernandes; ex-reitor da UERN, padre Sátiro Dantas; Isaura Ester Fernandes Rosado, filha de Vingt-un Rosado, ex-vereador Vingt-un Neto, Joana D'arc Fernandes Coelho, presidente da AFLAM - Academia Feminina de Letras de Mossoró, além de escritores, professores, empresários, estudantes e familiares dos homenageados.
                                                   
Professor Benedito Vasconcelos Mendes preside a solenidade




                        
Wellington Barreto, Suzana Goreth e Benedito Vasconcelos Mendes


Benedito Vasconcelos, Fafá Rosado, Vingt-un Neto e Isaura Ester

Benedito Vasconcelos, Izabel Montenegro e padre Sátiro Dantas

Lairinho Rosado, Benedito Vasconcelos e Sandra Rosado

Convite da homenagem


Selo dos 60 anos do ICOP

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

C O N V I T E



América Latina no Cinema exibe o curta Athayde




A edição de outubro do projeto América Latina no Cinema exibe amanhã (10), no auditório do Nepsa, localizado no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA / Goiabão), na UFRN, o curta-metragem Athayde (21 min, 2017), seguido do longa dominicano Dólares de areia (85 min, 2014). O projeto é uma realização do Centro de Ciências Sociais (CCS) e tem a coordenação do professor Gabriel Vitullo. A sessão é gratuita.

O curta documental Athayde revisita a vida e a obra do ator natalense Fernando Athayde, que ultrapassou as divisas do Rio Grande do Norte para conquistar os palcos do Brasil. Roteirizado e dirigido pelo realizador audiovisual Paulo Dumaresq, a obra fílmica é uma produção independente, que lança luzes sobre a trajetória do artista, com depoimentos de familiares e amigos.

Produzido na República Dominicana, o longa de ficção Dólares de areia conta a história de Noeli (Yanet Mójica), uma jovem dominicana que tenta se aproveitar dos turistas. Entre os seus clientes, mantém uma relação muito próxima com Anne (Geraldine Chaplin), uma senhora franc​esa que escolheu a ilha para passar o resto de sua vida. Yeremi, namorado da jovem, traça um plano para que Noeli convença Anne a levá-la para Paris, mas os sentimentos acabam se tornando ambíguos na medida em que a data da viagem se aproxima. O longa tem assinatura da dupla de cineastas Laura Amélia Guzmán e Israel Cárdenas.


Serviço:

Curta ATHAYDE
Ano: 2017.
Direção: Paulo Dumaresq
Duração: 21 min.


 Longa DÓLARES DE AREIA
Ano: 2014.
Nacionalidade: República Dominicana.
Direção: Laura Amélia Guzmán e Israel Cárdenas.
Duração: 85 minutos.
Local: Auditório do Nepsa. Centro de Ciências Sociais Aplicadas (Goiabão), na UFRN.
Horário: 18h45.



sábado, 7 de outubro de 2017

AMÉRICA FC - ELEIÇÃO - DIA 10



AGENDE-SE PARA O PRÓXIMO DIA 11

José Lins do Rego, o menino do Engenho Corredor (Pilar-Paraíba-1901-1957). É patrono da Academia Paraibana de Letras. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 25, cujo Patrono é Junqueira Freire, sendo o quarto ocupante, eleito em 15 de setembro de 1955, na sucessão de Ataulfo de Paiva e recebido pelo Acadêmico Austregésilo de Athayde em 15 de dezembro de 1956. Morreu no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1957.
Obras de José Lins do Rego:
Menino de Engenho, romance, 1932; Doidinho, romance, 1933; Banguê, romance, 1934; O Moleque; Ricardo, romance, 1934; Usina, romance, 1936; Histórias da Velha Totonia, literatura; infantil, 1936; Pureza, romance, 1937; Pedra Bonita romance, 1938; Riacho Doce, romance, 1939; Água Mãe, romance, 1941; Gordos e Magros, 1942; Fogo Morto, romance, 1943; Pedro Américo, 1943; Poesia e Vida, 1945; Conferências no Prata, 1946; Eurídice, romance, 1947; Homens, Seres e Coisas, 1952; Cangaceiros, romance, 1953; A casa e o Homem, 1954; Roteiro de Israel, 1954; Meus Verdes Anos, memória, 1956; Presença do Nordeste na Literatura Brasileira, 1957; O Vulcão e a Fonte, 1958.
“O ESCRITOR E A OBRA”
É o título da palestra do Professor ANTENOR LAURENTINO RAMOS
Data: 11 de outubro de 2017
Local: Salão Nobre do IHGRN (Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)
Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta (vizinho à Catedral velha)
Horário: 16h.

MAIS OUTRA DE HORÁCIO PAIVA


NA CASA DE HADES

                        “Canto apenas quando dança,
                               nos olhos dos que me ouvem, a esperança.”

                                                               - Geir Campos -  

Ai de ti, Orfeu!
como pode o canto sobreviver
na ausência da vida?

Pobres tempos!
Não vês que a todos nessa casa
o desastre abateu?

Somem agora os jornais
e suas palavras de sangue
são escritas nos ares

No banquete em que foste convidado
nem sete navalhas de prata cortarão
o cervo imolado cuja carne
pereceu no martírio dos pastos

E nem penses subornar o encanto
dos mortos com novas canções
pois seria como iludir a ilusão
onde tudo é fraude

Os vivos permanecem no passado
aonde terás de retornar
por ordem do deus
já que nada provaste
exceto que eras bom no plano da vida
onde teus cantos celebravam mistérios
agora inúteis

E após vencer o desespero das fúrias
de volta ao lar de origem
urge encontrar a fonte
onde a lembrança de Eurídice e a esperança dormem
à espera
de teu eterno retorno

                                                               (Horácio Paiva)


sexta-feira, 6 de outubro de 2017


Vicente Vitoriano

SIGAARTE NA PRAÇA


O Programa SigaArte na UFRN realiza no próximo sábado, 7, a ação SigaArte na Praça com música, teatro, poesia, dança, feira de artesanato e atração internacional. O evento acontece das 15h às 19h30, na Praça Cívica do Campus, e será aberto ao público.

Na ocasião, o grupo musical Azeituna, vindo da Universidade do Minho, de Portugal, e contando já com mais de duas décadas de estrada, fará o desfecho da programação. Antes deles, apresentam-se o Grupo Imburana de Danças Populares Brasileiras (UFPB), o coletivo teatral Du’Velhomoço (RJ), com o espetáculo Querência quer ver o mar, o artista Savio de Luna & Band, com repertório de Elvis Presley e a intervenção do Palhaço Fino, da Tropa Trupe, para o público infantil.


Paralelo, a programação contempla ainda o Sarau Raízes Poéticas, a Galeria do Povo, como espaço expositivo e de criação artística para o público e, além disso, feira de artesanato e espaço destinado à alimentação.
O SigaArte na UFRN é uma agenda cultural permanente da UFRN e tem como objetivo principal divulgar e disseminar a cultura artística universitária, promovendo o acesso democrático e a formação de público para as artes e proporcionando um ambiente favorável e saudável a todos que integram a UFRN. A ideia é que, com o Programa SigaArte na UFRN, ocorram ações também direcionadas ao público externo com o objetivo de ocupar o espaço da Praça Cívica do Campus, espaço cultural privilegiado em termos de acesso e capacidade de receber a comunidade externa.