quarta-feira, 28 de junho de 2017

ONDE ESTÁ A VERDADE?


ONDE ESTÁ A VERDADE?

A indagação é pertinente nos dias de hoje. Se por um lado existe denúncia formalizada contra o Presidente Michel Temer, por outra, esta autoridade maior do País acusa o Procurador Geral Janot de forjar uma peça de ficção e insinua que ele teria participado de vantagens financeiras decorrentes de uma advocacia efetuada por Marcelo Miller, ex colega de profissão, em favor do grupo JBS.
De duas uma - ou a denúncia, por tão grave, impõe a saída do Presidente da chefia do governo brasileiro - se for considerada consistente - ou do contrário, é indispensável a punição do Procurador Geral por prevaricação e desídia.
Nesse cipoal de incertezas fica o povo brasileiro, joguete e jogado à crucial dúvida! 
O caso, na verdade, não é de quem tem mais força, mas da restauração da moralidade no Brasil, hoje considerado um País onde a corrupção é a regra.
Cremos que o jogo a ser travado no Parlamento dará o rumo final da nossa pátria ou amargaremos o dissabor da desmoralização perante a comunidade internacional.
A programada solução política com eleições diretas, sem que antes se resolva esse imbróglio, não terá legitimidade.
Enquanto isso, ficam sem solução as questões das reformas necessárias para o retorno da governabilidade. A oposição tem grande responsabilidade nisso, pois se não encarar essa exigência político-administrativa, não pode continuar com a cômoda posição de ser contra sem justificar o porquê. 
Todos têm que assumir as responsabilidades do Estado brasileiro, senão ficamos sem solução democrática para a continuidade da vida nacional.
Lembrem-se todos que o Estado é uma criatura forjada pelo povo, o verdadeiro destinatário da sua existência. Não podemos continuar a inverter essa pirâmide, onde a criatura devora o criador.
O Supremo Tribunal Federal deve ser o fiador da legalidade ou teremos consagrado o que vem sendo apregoado por aí - a nossa Democracia é de papel. 
Termino o meu desabafo com duas expressões conhecidas: "Brasil, mostra tua cara" e "o homem chega a desanimar da virtude, rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto".

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